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sábado, 27 de julho de 2013

Gaguez: a inspiração vem de Harrison Craig


Desta vez a inspiração vem de Harrison Craig, um jovem de 18 anos que tem gaguez e que participou no programa "The Voice Australia". No início do vídeo ele fala sobre a sua gaguez e sobre as suas sessões de terapia da fala. É muito clara a importância da terapia da fala na forma como o Harrison lida com a sua gaguez e na forma como a gere. O apoio em terapia da fala, por um terapeuta especializado em gaguez, faz toda a diferença na vida das pessoas que gaguejam.

Espero que este vídeo de Harrison Craig seja tão inspirador para vocês como o é para mim e que através dele muitos possam receber a ajuda que necessitam.

Vejam este vídeo simplesmente fantástico e muito inspirador!!!

Sempre ao dispor para qualquer informação ou esclarecimento adicional,
Elsa Margarido, terapeuta da fala especializada em gaguez

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Terapia da Fala: Comunicação Eficaz


O que me prendeu a atenção no vídeo que se segue foi o título:"A guide of effective communication". Depois de visualizar o seu conteúdo achei-o muito oportuno para os dias de hoje. De facto, muitos dos problemas entre casais, pais e filhos, alunos e professores (...) devem-se a problemas de comunicação.

Na minha atividade profissional, enquanto terapeuta da fala, constato que muitas vezes na base dos problemas de comportamento  das crianças estão dificuldades de comunicação. E não é preciso "falar mal" para ter problemas de comunicação, tal como no vídeo todos falavam bem mas apenas o coelhinho teve uma comunicação eficaz.
Assisto diariamente a problemas ao nível da comunicação não só nas crianças mas também nos adultos!  Problemas de comunicação estão frequentemente na origem de problemas de comportamento, de dificuldades de aprendizagem, de conflitos, entre outros.
O trabalho que tenho desenvolvido na terapia da fala com adultos e crianças ao nível da comunicação eficaz tem sido significativo, diferenciador e muito gratificante!

Gosto especialmente deste vídeo por apresentar uma mensagem muito importante de uma forma muito simples. Esta é a arte do trabalho bem sucedido com as crianças, o terapeuta/professor tem de ter a capacidade de trabalhar coisas muito complexas e difíceis de uma forma muito, muito simples.

Autora: Elsa Margarido (Terapeuta da Fala)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Terapeuta da Fala e a Voz Profissional: estudo de caso


A apresentação deste tópico tem como objetivo partilhar a experiência e a felicidade do trabalho que tenho desenvolvido com atores e cantores no âmbito da voz profissional.
Uma das minhas alunas, cantora profissional, disse-me que na apresentação dos meus estudos de caso gostava que eu aprofundasse um pouco mais a análise técnica.  
Para complementar o trabalho desenvolvido com os meus alunos, aqui fica a apresentação deste vídeo seguida das linhas orientadoras (guidelines) e breve análise.



Linhas orientadoras na observação e análise do vídeo:
- Postura corporal
- Tipo e modo de respiração
- Colocação vocal
- Projeção vocal
- Pontos de tensão

A inicial mobilidade labial reduzida que coincide com a voz intensidade vocal mais fraca, contrasta com a exigência da intensidade mais forte requerida no refrão. À projeção da voz é associado um aumento da mobilidade dos lábios e da manbíbula. O mesmo acontece com a Kimbra que demonstra uma boa técnica vocal e uma gestão inteligente dos recursos e da energia corporal.
A técnica da língua baixa é bem visível.
Outro aspeto positivo é a postura corporal, onde podem verificar todos os tópicos abordados nas nossas aulas.

O trabalho que tenho dessenvolvido com os profissionais da voz tem contribuído de forma significativa para um conhecimento profundo e uma melhor utilização das suas vozes.

A qualidade dos resultados obtidos tem sido muito gratificante para ambas as partes.

Autora: Elsa Margarido (Terapeuta da Fala)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Terapia da fala: A importância de escolher o terapeuta (2)

A terapia da fala é um mundo!!!!
Por motivos vários nem todos os terapeutas têm competências para trabalhar com todas as populações e patologias.

As áreas de intervenção dos terapeutas da fala podem ser delimitadas por idade e/ou por patologia.

De acordo com a idade, existem terapeutas que podem trabalhar só com adultos, só com crianças ou com ambos.

Os adultos podem ainda ser divididos em adultos e população geriátrica.

Nas crianças existe distinção entre:
- a intervenção precoce (dos 0 aos 3 anos)
- a idade pré-escolar (dos 3 aos 6 anos)
- a idade escolar.

Depois temos ainda a adolescência!

A distinção da faixa etária é importante porque cada uma tem as suas especificidades.
Na escolha do terapeuta há que ter em consideração qual a(s) faixa(s) etária(s) para as quais tem mais experiência, mais conhecimentos e melhores resultados.

De acordo com a patologia, a(s) área(s) de intervenção dos terapeutas podem ser:
- Perturbações da comunicação (comunicação aumentativa/alternativa)
- Desenvolvimento da Linguagem
- Competências de linguagem para a leitura e escrita
- Gaguez
- Perturbações Adquiridas da Linguagem
- Perturbações Articulatórias
 -Dicção
- Voz patológica
- Voz profissional
-  Deglutição
- Motricidade orofacial (MOF)
...

Na seleção do terapeuta é importante cruzar a informação da idade com a da área de intervenção.
Na marcação da consulta, podem sempre expor o vosso caso e perguntar diretamente se a/o terapeuta tem experiência ou se está habituada/o a trabalhar com este tipo de casos. Em função da resposta decidem se avançam ou não.

E acreditem que a seleção do terapeuta faz toda a diferença!

Autora: Elsa Margarido (terapeuta da fala)


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Terapia da Fala: a importância de escolher o terapeuta



No dia a dia das escolas e do nosso quotidiano, quando é necessário fazer uma avaliação em terapia da fala, será que a seleção do terapeuta é demasiado banalizada? Que critérios utilizam na escolha do terapeuta da fala? Selecionam pelo preço? Mas é que às vezes (muitas vezes) o barato sai caro! Ou procuram referências? O ideal será juntar o últil ao agradável, o que às é possível, outras não.

A seleção do terapeuta é um aspeto muitíssimo importante, que se repercutirá em todo o processo futuro. E porque na terapia da fala trabalhamos com pessoas e são as vidas destas mesmas pessoas que estão em causa, a responsabilidade deste profissional e da sua seleção assume uma importância ainda maior.

Apesar das referências serem um bom ponto de partida, é igualmente importante a avaliação que os pais, crianças, adultos e/ou família fazem do profissional e da qualidade do seu trabalho. Avaliem os resultados. Façam perguntas e avaliem se as respostas que obtêm são esclarecedoras e se vos fazem sentido.

Existem três componentes muito importantes a avaliar no terapeuta: a componente da relação humana, a dos conhecimentos técnico-científicos e o profissionalismo. É necessário um equilíbrio entre as três para se obterem os melhores resultados. 

Sigam as vossas emoções e se não sentirem empatia ou confiança no terapeuta, se não estiverem satisfeitos com os resultados ou se a criança não gostar,  o melhor é não perder mais tempo (porque o tempo é ouro) e mudar para melhor!!

Um conselho: Sejam criteriosos na seleção do terapeuta!

Autora: Elsa Margarido (Terapeuta da Fala)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Terapia da Fala: deveres dos utentes




Na sequência dos direitos dos utentes na terapia da fala, não podia deixar de expressar quais são, na minha opinião, os deveres destes mesmos utentes. Muitos destes deveres não são só dos utentes mas também dos terapeutas.



De acordo com a minha experiência profissional, eis os deveres que considero mais importantes no acompanhamento em terapia da fala:

- O dever da honestidade/sinceridade;

- O dever da assiduidade;

- O dever da pontualidade;

- O dever de comunicar o mais cedo possível a não comparência a uma sessão;

- O dever de justificar a(s) falta(s);

- O dever de comunicar tanto a satisfação, como a insatisfação com o serviço/acompanhamento;

- O dever de falar com o terapeuta sobre toda e qualquer dúvida, ou assunto que sinta que está “menos bem”;

- O dever de informar o terapeuta e/ou o serviço quando decide abandonar a terapia.



A comunicação livre e aberta de ambas as partes é a melhor forma para a resolução de problemas e para o sucesso da terapia!!



Autora: Elsa Margarido (Terapeuta da Fala)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Terapia da Fala: direitos dos utentes


Fruto da minha experiência profissional e de acordo com todas as confidências dos pais, crianças, professores (… ) senti  a necessidade de expressar os direitos dos utentes da terapia da fala. Direitos estes tantas vezes esquecidos ou facilmente desvalorizados.

Esta é uma visão muito pessoal e espero que contribua para a reivindicação de um melhor serviço:

- O direito de escolher o terapeuta;
- O direito de expor todas as suas dúvidas;
- O direito de ser esclarecido;
- O direito de questionar o terapeuta (ex. quanto à sua experiência, objetivos de tratamento; objetivos de atividades…)
- O direito a ser informado sobre o diagnóstico, o prognóstico, os objectivos do tratamento e os objectivos de cada sessão/ atividade;
- O direito de ser incluído no processo de tratamento/acompanhamento;
- O direito de estar insatisfeito com o serviço ou os resultados;
- O direito a expressar a sua insatisfação;
- O direito de pedir “uma segunda opinião”;
- O direito de mudar de terapeuta.

Esta lista encontra-se iniciada mas não necessariamente terminada…está aberta à partilha de mais opiniões/experiências.

Autora: Elsa Margarido (terapeuta da fala)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

FORMAÇÃO TEÓRICO-PRÁTICA INTERVENÇÃO PRECOCE



Objectivos

  • Desenvolver o raciocínio clínico.

  • Conhecer os princípios básicos da intervenção precoce.

  • Definir áreas e objectivos de intervenção.

  • Selecionar e explorar os materiais de intervenção.

  • Proporcionar o debate, a reflexão e a troca de experiências.


Destinatários

  • Alunos e profissionais de terapia da fala.

  • Alunos e profissionais das áreas da saúde e educação.


Formações


  • 1º módulo dos 0 aos 12 meses.


  • 2º módulo dos 1 aos 3 anos.


  • 3º módulo dos 3 aos 6 anos.


Datas

  • 18 e 25 de Setembro de 2010.

  • 2 de Outubro de 2010.

Formadora

Elsa Margarido

Terapeuta da Fala



Local

CEMED

Rua de Sta. Filomena nº2 R/C

2665-266 Malveira


Mais informações através do telefone: 219 861 394

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O Subsídio da Segurança Social e a Terapia da Fala

Artigos » O subsídio da segurança social e a terapia da fala: como funciona e quais as vantagens
Existem famílias que têm direito a consultas gratuitas, saiba como pode fazer para beneficiar deste subsídio
Autor: Ana Mafalda
Existe pouca informação dada aos encarregados de educação acerca do que é necessário fazer para pedir o subsídio da Segurança Social, para que os seus educandos possam usufruir de Terapia da Fala, e por isso quando confrontados com tal ideia muitas vezes os pais desistem.Este artigo tem como principal objectivo prestar alguns esclarecimentos não só sobre quem pode pedir este subsídio mas também acerca de todo o processo que é necessário para o obter.A primeira questão que surge é provavelmente: Quem é que pode usufruir do subsídio da Segurança Social para apoio em Terapia da Fala? A resposta para esta questão é simples porque este subsídio funciona tal como todos os subsídios que existem nas escolas (subsídio de almoço, SASE, etc.), ou seja, há uma divisão em dois escalões: o escalão A (em que segurança social paga a totalidade do valor estabelecido pelo Terapeuta da Fala) e o escalão B (em que a segurança social paga metade do valor estabelecido pelo Terapeuta da Fala). As crianças que não usufruem de nenhum destes escalões não têm direito a nenhum pagamento por parte da Segurança Social.Em seguida aparecem as burocracias para a petição do mesmo, que têm inicio na escola, nomeadamente junto do/a professor/a de ensino especial. O que é então necessário para dar inicio ao processo de pedido deste subsídio? Normalmente, as crianças cujos pais pedem este subsídio são crianças que estão a ser acompanhadas por um/a professor/a de ensino especial, que os sinaliza no inicio do ano lectivo perante o concelho executivo. Após serem aprovadas para usufruírem desse apoio de ensino especial, são esses/as professores/as que os sinalizam para uma avaliação em Terapia da Fala.É aqui que surge outra questão: De onde surgem os Terapeutas da Fala que avaliam essas crianças? Presentemente nesses casos podem aparecer duas situações, ou o Terapeuta da Fala já dá apoio particularmente na escola, e aí já está familiarizado com as burocracias necessárias, ou as escolas têm parcerias com clínicas, ou técnicos deslocam-se às escolas para dar apoio, que tratam desse assunto. Em suma, qualquer Terapeuta da Fala está apto para fazer esse pedido.Após ser feita a avaliação em Terapia da Fala, é feito um relatório e preenchido um documento com a descrição do diagnóstico e a respectiva justificação para que a criança possa usufruir de Terapia da Fala. Este documento está na posse ou do Terapeuta da Fala ou do professor/a do ensino especial e tem de ser assinado por ambos, juntamente com o professor do ensino regular.Posteriormente é a escola que envia este documento para a Direcção Geral de Educação de Lisboa (DREL), e esta por sua vez envia para a Segurança Social para ser aprovado.Normalmente este subsídio é pedido no mesmo nome em que foi pedido o abono e família e é necessário que essa pessoa já desconte para a segurança social há mais de 6 meses, ou que receba o subsídio de desemprego.Quando a Segurança Social aprova o caso, envia para casa dos encarregados de educação uma carta que pede fotocópias de alguns documentos comprovativos do IRS e despesas, assim como também da identificação da criança. Após reunir todos estes documentos, juntamente com outros que cabe ao Terapeuta da Fala fazer (custo e frequência das sessões), os pais têm de os ir entregar na segurança social. A partir desse momento fica a cargo do Terapeuta da Fala decidir se inicia de imediato o apoio ou se vai ligando para a Segurança Social para que esta lhe dê a informação de quando pode começar e quanto vai receber. Existem Terapeutas da Fala a trabalhar das duas formas.Este pedido tem de ser renovado todos os anos lectivos, e como já foi mencionado anteriormente, as vantagens são que os pais podem vir a pagar só metade das consultas ou a não pagar nada, dependendo do escalão a que os seus filhos pertencem.

sábado, 25 de abril de 2009

A Importância da Linguagem no Sucesso Escolar

  • A Importância da Linguagem no Sucesso Escolar
  • A avaliação da linguagem permite detectar problemas
    que interferem na aprendizagem e que conduzem ao insucesso escolar.
  • O domínio da linguagem oral interfere na aprendizagem escolar, nomeadamente, na aquisição da leitura e da escrita. A sua devida avaliação ajuda a prevenir dificuldades que podem conduzir ao insucesso escolar.
  • A avaliação do nível de desenvolvimento da linguagem é realizada pelos Terapeutas da Fala.
Quando enviar a criança para uma avaliação em Terapia da Fala?
-Se a criança já frequenta o 1ºCEB e ainda apresenta um, ou mais, dos seguintes itens:

* dificuldades na articulação correcta das palavras;

* vocabulário reduzido;

* dificuldades em construir correctamente as frases;

*dificuldades narrativas;

*dificuldades na aquisição da leitura e da escrita.